O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Jair Meneghelli, propôs ontem, em Brasília, a formação de um "fórum paralelo", sem a participação do governo, para levar adiante as negociações do entendimento nacional. O presidente da CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores), Francisco Canindé Pegado, garantiu apoio à proposta, disse Meneghelli. A data inicial marcada para o encontro é nove de janeiro. O presidente da CUT disse também que não quer mais a greve geral como a forma de luta final da entidade. "Já não queremos dentro da CUT gritar a palavra de ordem da greve geral e depois sair correndo atrás dos trabalhadores para ver se eles aderem ou não ao movimento". O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e articulador da central Força Sindical, Luiz Antônio de Medeiros, disse que não vai abandonar as discussões do entendimento nacional. Ele afirmou que vai reivindicar ao governo que alivie a recessão e adote "políticas compensatórias" para os trabalhadores. "Só os fracos desistem", afirmou (FSP) (O ESP).