LIMITES DE CUSTOS PARA INFORMÁTICA

A partir de julho próximo, os produtos de informática protegidos pela reserva de mercado que estiverem com preços 2,8 vezes acima do mercado internacional poderão ser importados. Este foi um dos principais pontos aprovados ontem durante a reunião do CONIN (Conselho Nacional de Informática e Automação), em Brasília. Conforme o programa de redução de preços e melhoria da qualidade que as empresas de informática terão de apresentar a cada seis meses, até outubro de 1992, o referencial será reduzido gradativamente. Em janeiro de 1992, cai para 2,64 vezes; em julho do mesmo ano, para 2,47 vezes. Quando esses níveis forem superados, automaticamente o produto estará fora da reserva de mercado. O CONIN também aprovou o 2o. Plano Nacional de Informática e Automação (PLANIN), que será enviado ao Congresso Nacional. A posição do Ministério da Economia, de adequar o plano à política industrial, prevaleceu. Seguindo essa linha, as empresas do setor cujos financiamentos eram garantidos terão, agora, de disputar os recursos junto a agentes financeiros do governo. Dentre as modificações em relação ao PLANIN anterior, cuja validade expirou a 26 de novembro último, está a desistência de fixação de uma meta para a produção nacional de "chips", pretendida, inicialmente, em volume suficiente para garantir 50% das necessidades da indústria até 1993 julgada impossível, pois a produção não deve chegar a garantir 20% (JC).