A dívida externa dos países em desenvolvimento deverá crescer US$80 bilhões este ano (pouco mais de 6%), chegando a US$1,341 trilhão. A maior parte desse aumento se deve à variação das cotações do dólar em relação às outras principais moedas do mundo. Essa variação causou crescimento de US$46 bilhões no estoque da dívida, e é a principal responsável pelo aumento de US$7,2 bilhões nos atrasados. Esses números constam do relatório anual "Dívida Externa dos Países em Desenvolvimento", elaborado pelo BIRD (Banco Mundial e divulgado ontem em Washington (EUA). O relatório só detalha a situação da dívida dos 107 países, entre eles o Brasil. Desses 107, a estimativa de crescimento da dívida para este ano é de US$74,3 bilhões, assim distribuídos: US$38,1 bilhões (fluxo líquido da dívida), US$46 bilhões (ajuste cambial), US$7,2 bilhões (aumento líquido dos juros atrasados) e US$4 bilhões (reescalonamento de juros). Desse total foram quitados US$21 bilhões (FSP).