O Plano Collor não chegou a abalar a lucratividade das empresas. Isso é o que garante o diretor da Corretora City, Carlos Antonio Magalhães, depois de analisar os balanços das 350 empresas com ações negociadas em Bolsas de Valores. Ele constatou que companhias de 14 setores da economia registraram crescimento substanciais em seus lucros, nos seis primeiros meses do governo Collor, superando de longe a inflação de 59,69% indicada pela variação do BTNf (Bônus do Tesouro Nacional fiscal), no período. As empresas de construção civil foram as que registraram maior rentabilidade. Os lucros, no período, cresceram 797,67%, o que representou um ganho real de 462,13%. Os demais setores são os seguintes: alimentos (372,11%), bancos (293,72%), material de construção (277,56%), energia e telecomunicação (267,79%), têxtil (246,89%), papel e celulose (230,96%), transporte e implementos (228,21%), petroquímica (216,52%), auto-peças (213,63%), holdings (195,63%), aparelhos elétricos (158,31%), comércio (109,19%), mineração (82,22%), bebidas e fumo (47,54%), metalurgia (18,83%), máquinas e equipamentos (-34,42%), siderurgia (-40,08%), brinquedos (-47,73%), fertilizantes (-57,94%), informática (-132,79%) e transportes aéreo (-948,13%) (O Globo).