Brasil e China estão definindo, esta semana, os pontos pendentes do Programa Bilateral de Cooperação entre os dois países no campo espacial. O programa prevê o lançamento de dois satélites de sensoriamento remoto e recursos naturais. Uma delegação da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast), composta por sete pessoas, está no Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), discutindo o assunto com técnicos brasileiros. Os chineses querem uma definição do Brasil em relação aos contratos de fabricação do satélite para darem início ao desenvolvimento do primeiro satélite. O Brasil, por sua vez, quer que os chineses se comprometam a deixar o país a fabricar o segundo satélite nos laboratórios do INPE. Mas a China está colocando resistência à idéia, porque terá que repassar tecnologia ao Brasil. O programa sino-brasileiro está orçado em US$150 milhões, dos quais 30% cabem ao Brasil (JC).