FUNDO PARA FINANCIAR HABITAÇÃO PARA A CLASSE MÉDIA

Uma nova proposta para gerar recursos que alavanquem a construção de moradias para os segmentos de classe média, independente do SFH (Sistema Financeiro da Habitação), está sendo apresentada ao governo e às entidades empresariais de todo o país pelo presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (ADEMI- Rio), Carlos Firme. O ponto de partida da proposta é a criação de um fundo de poupança empresarial, denominado por ele de Fundo de Financiamento Habitacional para a Classe Média, no qual todas as empresas existentes no país teriam que depositar, mensalmente, numa conta de poupança, o equivalente a 1% de sua folha de pagamento. Em troca dessa aplicação, cada empresa receberia um certificado de depósito, com correção monetária e juros de 6% ao ano, como a caderneta. O prazo de resgate é estipulado em cinco anos, podendo ser negociado em bolsa antecipadamente. Sendo 1% a oitava parte do depósito do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), Firme estima que, num ano, o fundo que propõe é capaz de arrecadar US$750 milhões. A soma possibilitaria a construção de 35 mil casas anuais (GM).