O presidente Fernando Collor disse ontem que planos econômicos anteriores ao de seu governo fracassaram porque seus condutores "resolveram seguir algum atalho". Prometeu que, "desta vez, isso não ocorrerá". Determinado a seguir os rumos traçados em março, o presidente disse que não aceita o que considera um caminho de volta: "A prefixação de preços e salários seria um evidente retrocesso", afirmou. Ele enumerou as condições para o Brasil ter um 1991 "muito bom": "Se chegarmos a um acordo com os credores, se a situação criada pelo Iraque não se agravar e se o GATT não adotar medidas que prejudiquem as relações comerciais do país". O presidente rejeita indicadores utilizados que indicariam tempos difíceis para a economia. "A quantidade de concordatas requeridas nas últimas semanas é altamente suspeita", disse Collor (O ESP).