Os advogados de acusação acreditam que a defesa vai tentar separar em duas partes o julgamento dos acusados pelo assassinato do líder sindical e ecologista Chico Mendes, que acontecerá amanhã, em Xapuri (AC). Se isso acontecer, só na próxima semana se saberá se Darly Alves de Souza e seu filho Darcy serão condenados. Márcio Thomaz Bastos, principal assistente de acusação, disse haver indícios sobre a separação do julgamento. Apesar de serem pai e filho, os acusados têm advogados separados no inquérito. O promotor público de Xapuri, Eliseu Bulchemer de Oliveira, tem nova testemunha de acusação contra Darly. Trata-se de Alice Dias de Oliveira, que, por telefone, garantiu ao promotor ser viúva de uma vítima de Darly. Ela substituirá o peão Azir Orizi, que, com medo de ir ao julgamento de amanhã, fugiu da cidade. "Ele matou meu marido e meu sogro", disse ela ao promotor. Ontem, Gentil Alves da Silva, o "Tilinho", 29 anos, sobrinho de Darly, foi preso em Brasiléia (AC). Ele é acusado de fazer ameaças de morte a Osmarino Amâncio, presidente do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Brasiléia e sucessor de Chico Mendes entre os trabalhadores rurais do Acre (FSP) (O Globo) (JB).