PARLAMENTARES REJEITAM PROPOSTA DE ABONO SALARIAL DE 3%

Líderes de partidos de oposição e do próprio governo disseram que a proposta de abono de 3% apresentada ontem durante a reunião do entendimento nacional não tem chances de ser aprovada no Congresso Nacional. "A maioria do Congresso não aceita esta proposta", disse o líder do PDS, Amaral Netto. "É aquém das mínimas necessidades de reposição salarial", completou o presidente do PFL, Hugo Napoleão. O líder do PSDB, Euclides Scalco, disse que a proposta acabará provocando a aprovação do projeto de conversão do PMDB, que prevê a prefixação de preços e salários. Os empresários também demonstraram frustração com a proposta do governo. O presidente do PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais), Emerson Kapaz, disse que a contraproposta evidenciou que o governo não abre mão de sua política monetária ortodoxa e que, desta forma, o país caminhará rapidamente para uma recessão. O diretor da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Francini, disse que o governo não está encarando a atual crise econômica da mesma forma que os empresários e trabalhadores. "Agora é o momento decisivo de avaliarmos se continuaremos ou não as negociações", observou (FSP) (JC).