Pela primeira vez nos últimos seis meses, o trabalhador pôde comprar, em novembro, os 13 produtos da ração essencial da cesta básica gastando menos do que o salário-mínimo vigente em todas as 13 capitais em que o DIESSE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio- Econômicos) faz acompanhamento mensal de preços. No Rio de Janeiro (RJ), por exemplo, o trabalhador gastou Cr$6.970,33 para comprar a cesta, o que significou 82,48% do salário-mínimo, apesar dos produtos terem subido 5,68% nesse mês em relação a outubro. O maior valor foi apurado em Porto Alegre (RS), onde o trabalhador precisou desembolsar Cr$7.628,10 para comprar a cesta e o menor custo foi constatado em Salvador (BA), com o desembolso de Cr$5.192,76. O DIEESE apurou ainda um fato inédito no Recife (PE), onde os preços da cesta básica registraram uma deflação de -0,74% em relação ao mês anterior. Ou seja, em novembro, o trabalhador recifense gastou Cr$5.933,30 para a compra da cesta, o que representou 71,23% do salário-mínimo (O Globo).