PROTESTO DO TERCEIRO MUNDO NO GATT

Dos 107 países que negociam na Rodada Uruguai do GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio), em Bruxelas (Bélgica), 70 são nações em desenvolvimento. Mas apesar de muitos, eles não estão tendo qualquer peso nas negociações que definirão as regras do comércio internacional para a próxima década. Ontem, esse grupo informal-- presidido pelo embaixador brasileiro Rubens Ricúpero-- divulgou um comunicado dizendo que não assinará um acordo costurado de última hora pelos EUA e Comunidade Econômica Européia (CEE). E criticou os americanos e europeus por estarem fazendo consultas bilaterais. O comunicado manifesta a preocupação do grupo com o impasse provocado pela decisão da CEE de não cortar subsídios à agricultura, nem reduzir as tarifas às importações de produtos agrícolas. Os países em desenvolvimento se queixa da "falta de transparência" nas negociações, já que os EUA e a CEE têm mantido vários encontros bilaterais para resolver suas diferenças. E manifestaram temor de que as duas potências comerciais cheguem a um acordo de última hora sem consultar dezenas de outros participantes (O Globo).