Segundo declaração do advogado João Lucena Leal, defensor dos acusados pelo assassinato do líder sindical e ecologista Chico Mendes, o autor da emboscada e assassino teria sido o ex-sargento R. Freitas, da Polícia Militar do Acre. Sua cobertura, segundo Leal, teria sido feita por um agente da Agência Central de Inteligência (CIA) norte-americana. O ex- sargento foi assassinado no ano passado por dois homens desconhecidos, quando parou o carro num sinal em Rio Branco (AC). Freitas foi morto dirigindo um jipe do fazendeiro e ex-prefeito da capital, Adalberto Aragão Silva (PMDB). A tese da defesa serve para reacender a suspeita de participação de políticos e alguns fazendeiros do Acre no assassinato de Chico Mendes. Os sindicatos de trabalhadores e o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS) têm denunciado com certa insistência o que chamam de "a cabeça da cobra", que seria responsável pelas várias mortes de líderes sindicais e políticos da região nos últimos anos. Na delegacia de Xapuri, o inquérito complementar aberto após a morte de Chico Mendes está parado. Nenhum dos nomes citados pelo seringueiro como mandantes e organizadores de sua morte foi ouvido pela polícia (O ESP).