Representantes da indústria de construção naval solicitaram ontem ao governo financiamento de US$1 bilhão, durante o transcorrer do próximo ano, para que o setor recupere sua posição no "ranking" mundial: passou de segundo a quinto em tonelagem produzida. A solicitação foi apresentada ao Grupo Executivo de Política Setorial do Ministério da Economia, durante reunião em Brasília, ocasião em que o secretário-adjunto de Economia, Antônio Maciel Neto, reconheceu a necessidade do financiamento, alertando, porém, que a falta de recursos impedirá que o governo atenda plenamente ao pleito da construção naval. Uma possível solução seria a elevação do Adicional de Frete, hipótese que encontrará fortes resistências dentro do próprio governo, pois teria como consequência a oneração das exportações. Os representantes do setor solicitaram ainda do governo a redução da carga tributária, pois, informaram, ela é inexistente nos países do Primeiro Mundo. A falta de eficiência do transporte marítimo brasileiro, compreendendo navio e porto, representa uma perda anual em torno de US$1,7 bilhão, segundo estudo da Tecnytram, empresa de assessoria e planejamento. De acordo com o estudo, enquanto algumas rotas no Atlântico Norte chegam a representar índice de eficiência de 0,95 (ela é medida de zero a um), no Brasil ela não ultrapassa 0,35 (JC) (O Globo).