PACTO AMAZÔNICO COMEÇA A SAIR DO PAPEL

Doze anos depois de assinarem o Tratado de Cooperação Amazônica, também conhecido como Pacto Amazônico, os oito países da região decidiram colocar em prática essa união e começam a tirar do papel estratégias e projetos conjuntos para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Pressionados pela repercussão mundial de seus problemas ambientais, os ministros das Relações Exteriores desses países estão preparando um documento que expressa uma posição política conjunta sobre proteção da camada de ozônio, mudança do clima global, preservação da biodiversidade do planeta e o processo de preparação da Eco 92, a conferência de meio ambiente da ONU, em 1992, no Rio de Janeiro. O Tratado de Cooperação Amazônica prevê a execução de 150 projetos que vão da promoção ao turismo até o desenvolvimento da vacina contra a malária, reunindo 20 instituições de pesquisa regionais e 46 universidades pertencentes à União das Universidades Amazônicas, coordenada pela Universidade do Estado do Pará. Mas o único projeto em andamento é o da botânica, coordenado pelo Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa) com a intenção de catalogar as plantas amazônicas de interesse comercial e estimular o intercâmbio entre os vários herbários da região através de rede de computadores. O problema não é a falta de verba, mas as dificuldades de infra-
34621 estrutura de pesquisa na maioria dos países amazônicos e a inexistência
34621 de projetos eficientes, explica o secretário do Pacto, Luís Carrera de la Torre. Organismos internacionais já colocaram à disposição do Tratado cerca de US$30 milhões, mas até o momento apenas US$2 milhões foram efetivamente absorvidos (JB).