O presidente da Associação Brasileira de Prevenção do Abuso e Negligência na Infância, José Lippi, propôs ontem, em São Paulo, durante seminário sobre maus-tratos à criança, a criação no país de um órgão centralizador de adoção internacional de crianças. A instituição envolveria o Ministério da Justiça e da Ação Social, coordenados por uma equipe multidisciplinar de consulta, e solucionaria, na sua opinião, o tráfico ilegal de crianças que existe hoje no Brasil. O modelo italiano de adoção foi apresentado como um exemplo da viabilidade da proposta de Lippi. De acordo com Yollanda Galli, psicóloga do Centro de Adoção Internacional, "os casais italianos são preparados para a adoção, e recebem um certificado de idoneidade. Depois disso o governo indica algumas exigências para o precedimento da adoção. Dessa forma se registra poucos casos de adoções irregulares" (FSP).