O governo não vai levar nenhuma proposta alternativa à reunião, amanhã, dos representantes do pacto social e não pretende alterar a política salarial até março do próximo ano. Tanto o líder do governo na Câmara dos Deputados, Humberto Souto (PFL/MG), quanto técnicos do Ministério da Economia argumentam que o momento é altamente desfavorável para negociações envolvendo governo e trabalhadores. Ainda que o Congresso Nacional faça qualquer mudança, votando a medida provisória dos salários no esforço concentrado que começa amanhã, o presidente Fernando Collor poderá vetá-la (JB).