O Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS)-- responsável pela cobertura da dívida residual dos mutuários do SFH (Sistema Financeiro da Habitação)-- está perdendo receita. A contribuição de 3% sobre as prestações, recolhida dos mutuários pelos agentes do SFH, não vai direto para a CEF (Caixa Econômica Federal), administradora do FCVS. Sem qualquer correção monetária em favor do fundo, o dinheiro passa antes pelas seguradoras do sistema, que têm 35 dias para lucrar com ele no mercado financeiro. Quem perde é o Tesouro Nacional e o contribuinte. Cabe ao Tesouro repassar recursos ao FCVS, quando o saldo do fundo não der para pagar o que sobra da dívida dos mutuários ao final dos contratos. Quanto menor a receita do FCVS, portanto, maior será o rombo coberto pelo Tesouro com dinheiro do contribuinte. O FCVS será deficitário a partir de 1995. O governo estima que o rombo pode chegar a US$20 bilhões. O fim da intermediação das seguradoras não evita o déficit, mas ajudaria a reduzi-lo (FSP).