Empresários e trabalhadores fecharam ontem, em São Paulo, a proposta que será levada à reunião do entendimento nacional amanhã, em Brasília. O documento, entitulado "Esforço Nacional para a Estabilização", contempla criação de cesta básica, ampliação do seguro-eesemprego, pagamento de contribuições em atraso com o IAPAS e participação nos lucros das empresas. Definições para preços, salários e juros não foram anunciadas para não "atrapalhar" o andamento do endentimento, segundo os participantes da reunião. Essas questões serão discutidas com o governo a partir de um cronograma de reuniões. A carta bilateral de intenções propõe que a diferença residual entre a inflação e a reposição salarial a ser concedida seja incorporada automaticamente aos salários, quando ela atingir o nível de 10%. A CUT (Central Única dos Trabalhadores) não participou do encontro, realizado na FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Os presidentes da CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores), Canindé Pegado, e da Força Sindical, Luiz Antônio de Medeiros, saíram animados do encontro. "É uma proposta digna e não tem nada de demagógica", disse Medeiros. "Começa a se salvar o entendimento", avalia Pegado (FSP) (O Globo).