O Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro) recebeu, só este ano, 27 denúncias de pacientes que tiveram o tratamento suspenso por seguradoras privadas depois da constatação de que sofriam de AIDS. Em contrapartida, os planos de saúde de empresas públicas, como a PETROBRÁS, BANERJ e Banco do Brasil não fazem restrições às doenças de seus segurados, e existe um paciente de AIDS-- funcionário da PETROBRÁS-- internado há dois anos na Beneficiência Portuguesa. As seguradoras privadas se defendem e, segundo a Golden Cross, uma das maiores do país, nenhum contrato de saúde, em todo o mundo, dá cobertura a tratamentos de doenças infecto-contagiosas. A presidenta da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil-Rio de Janeiro), Sílvia Haddad, informou, no entanto, que as famílias de aidéticos podem requerer esse pagamento, com base na resolução 19/87 do Cremerj, que obriga o financiamento (O Dia).