As unidades militares vivem um clima de "angústia" e "apreensão", segundo o general-de-brigada (atualmente na reserva) Nilton de Albuquerque Cerqueira, 60, presidente do Clube Militar. Além da "humilhação dos salários incompatíveis", ele disse que recebe notícias de insatisfação dos oficiais da ativa com relação a reduções orçamentárias "que obrigam a medidas administrativas como a dispensa de efetivos, a redução de jornadas, o cancelamento de exercícios e até o corte do rancho" (refeição servida nos quartéis). Até o fim do ano, o Clube Militar quer entrar na Justiça com um mandado de segurança coletivo contra o fim da isonomia de salários com o Poder Judiciário, disse Cerqueira (FSP).