EMPRESÁRIOS PROPÕEM PREFIXAÇÃO DE TRÊS MESES

A comissão empresarial que negocia um pré-acordo com o movimento sindical para a apresentação de propostas conjuntas no entendimento nacional propôs ontem, na FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), aos dirigentes da CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores) e da futura central Força Sindical, a prefixação de preços, salários, câmbio e juros por três meses, vinculada a metas de redução da inflação que seriam revistas mensalmente. A palavra prefixação, no entanto, é evitada no documento. Optou-se por metas trimestrais de redução da inflação com revisão mensal. Negociadas na mesa do entendimento nacional, essas metas ditariam a correção mensal dos preços básicos da economia, inclusive os salários, que teriam a garantia de não perder para a inflação. No item salário, os empresários concordam também em reajustar os salários- mínimos e repor perdas. O presidente da CGT, Francisco Canindé Pegado, reclamou que a proposta empresarial é vaga ao omitir números, prazos e critérios, mas disse que o movimento sindical deve apresentar contraproposta definindo esses pontos e defendendo a concessão de um abono especial em dezembro (FSP).