PACTO PODE DISCUTIR PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS

O governo tem uma nova oferta a fazer a empresários e trabalhadores na próxima reunião do pacto social, agora marcada para o próximo dia 3 (seria no dia 6), em Brasília: uma proposta para a participação dos trabalhadores nos lucros das empresas. A própria ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, levou ontem essa alternativa ao ministro da Justiça, Jarbas Passarinho. Segundo técnicos da área econômica, o governo não possui projeto pronto para participação dos empregados no lucro das empresas, mas poderia negociar emendas em um dos dois projetos que estão tramitando no Congresso Nacional. O governo também poderá apresentar a liberação de cruzados do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) retidos no Banco Central. A ministra da Economia já aprovou a liberação, mas a portaria autorizando a transferência de titularidade do detentor da conta para o agente financeiro ainda não foi divulgada. Ontem, um assessor da ministra disse que se a medida não sair até a reunião do dia 3, poderá ser mais um argumento do governo na mesa de negociações. A CUT (Central Única dos Trabalhadores) vai participar das negociações preliminares para o entendimento nacional, segundo informou a secretária de comunicação da entidade, Rose Pavan. Para isso, deverá estar representada na reunião de hoje na sede da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em São Paulo, marcada para as 18 horas. Émerson Kapaz, representante do movimento Pensamento Nacional das Base Empresariais (PNBE) nas negociações, disse ontem que está descartada a hipótese da adoção de um redutor para a indexação de salários e preços. Ele considera que a alternativa mais provável é a prefixação dos reajustes salariais com base num índice estabelecido em comum acordo por empresários, trabalhadores e representantes do governo (O ESP).