A taxa de bebês que morrem até um mês após o parto ultrapassa no
34333 Município do Rio de Janeiro a média de todo o país. Na cidade, 40,6
34333 crianças em cada mil nascidas vivas não sobrevivem mais que 30 dias,
34333 enquanto para todo o Brasil esse número é de 31 por mil. Os números fazem parte de uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro com 10 maternidades públicas durante o primeiro semestre de 1990, divulgada no 12o. Congresso Brasileiro de Perinatologia, no Rio de Janeiro. Foram poesquisados as maternidades do Instituto Fernandes Figueira, do IASERJ, da Praça 15 e dos hospitais Carmela Dutra, Alexandre Fleming, Servidores do Estado, Bonsucesso, Rocha Faria, Universitário Gaffrée e Guinle e Rafael de Paula Souza. Em conjunto, essas maternidades dispõem de 519 leitos de obstetrícia (para as mães) e 405 leitos neonatais (berçário e UTI para recém-nascidos problemáticos). Em todas, os bebês sadios ficam com a mãe após o parto. No total, a pesquisa avaliou 11.566 nascimentos no semestre. A média de nascimentos prematuros foi de 13,14%-- quase a mesma média do país 13%. A incidência de prematuros com peso muito baixo (menos de 1.500 gramas) é três vezes maior que o registrado para toda a América Latina pela Organização Mundial de Saúde, em 1981 (JB).