GRUPO DE ADVOGADOS DEFENDEM CANDIDATO À OAB-RJ

Um grupo de advogados de perseguidos e presos políticos durante o governo militar (1964-85), lançou uma nota defendendo o advogado Luiz Fernando de Freitas Santos, candidato a presidente da seccional Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ). Freitas Santos foi acusado pela chapa adversária de ter participado da repressão política durante o regime militar. As eleições para a OAB-RJ ocorrem hoje. Assinado por 24 advogados de vários estados, entre eles, José Carlos Dias, Humberto Jansen, Eduardo Seabra Fagundes, Virgilio Donicci e Dirce Drack, o documento repudia a veiculação de "torpes insinuações" contra Freitas Santos, segundo a nota, Intrasingente lutador na defesa dos direitos humanos e pelas prerrogativas do advogado". Abigail Paranhos, da chapa adversária para a OAB-RJ, acusou Freitas Santos, baseada no levantamento "Brasil: Nunca Mais", de ter sido escrivão em seis processos contra organizações terroristas na década de 70. Freitas Silva confirma que foi escrivão do DOPS entre 1971 e 72 mas nega envolvimento com tortura. O coordenador do levantamento Brasil: Nunca Mais", reverendo Jaime Wright, disse ontem que Luiz Fernando Freitas Santos, tentou ter seu nome excluído da relação de funcionários de órgãos de repressão no regime militar. Segundo Wright, o pedido foi feito através de amigos de Freitas Santos e encaminhado ao arcebispo de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns. Na época, há quatro anos, expliquei que não poderíamos retirar o nome
34321 porque ele constava de sete processos do Superior Tribunal Militar como
34321 escrivão do DOPS, disse Wright. Ele informou que Freitas Santos consta como funcionário e não há menção a seu nome como torturador ou encarregado de prisões (FSP).