As oito principais empresas das 29 do Grupo Matarazzo entraram com pedido de concordata preventiva. O grupo havia saído de uma concordata em abril de 1988, e nos últimos anos procurava administrar duas grandes dívidas: com o Banco do Brasil e com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A solução para a dívida com o Banco do Brasil, calculada em US$80 milhões (Cr$10,4 bilhões, pelo câmbio comercial), parecia ter sido encontrada depois de um acordo pelo qual o Matarazzo pretendia, em associação com o canadense Brascan, construir um shopping center no bairro Água Branca, em São Paulo (capital). O shopping, previsto para ser erguido em frente a um empreendimento similar do Grupo Susa, não conseguiu, porém, sair do papel. As negociações com o BNDES, credor de US$700 milhões, não chegaram a deslanchar: a presidenta do Grupo Matarazzo, Maria Pia Matarazzo, pretendia fazer um acordo para construir um empreendimento num terreno de 170 mil quadrados em São Caetano do Sul. As empresas incluídas no pedido de concordata são: Indústrias Matarazzo de Papéis; Indústrias Matarazzo de Artefatos de Cerâmica; Indústrias Matarazzo de Fibras Sintéticas; Agroindustrial Amália; Florestal Matarazzo; Indústrias Matarazzo do Paraná; Agrícolas Itaipava; e Indústrias Matarazzo de Embalagens-- esta, a principal empresa do grupo, com quatro unidades fabris, 1.840 funcionários e, no ano passado, faturamento de US$101,7 milhões (JC).