O governo está disposto a pagar aos bancos credores US$2 bilhões de juros atrasados, de um total de cerca de US$8,5 bilhões. Esse pagamento, além de ser composto por uma fatia das reservas do país em moeda estrangeira, também inclui cerca de US$500 milhões que viriam diretamente do FMI (Fundo Monetário Internacional), como primeira parcela do empréstimo de US$2 bilhões que o Fundo fará ao Brasil a partir do momento em que aprovar a carta de intenções e o Programa de Ajuste Econômico brasileiro. Ao confirmar essa informação, assessores da ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, preferiram não fornecer outros dados sobre a contraproposta apresentada ontem aos credores, em Nova Iorque (EUA), pelo embaixador Jório Dauster, principal negociador da dívida externa (JC).