O Departamento Metalúrgico da CUT (Central Única dos Trabalhadores) assinou ontem acordo com o Grupo 19 da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) que beneficia 14 sindicatos do estado e cerca de 400 mil trabalhadores. O acordo prevê 1.540% de reajuste sobre os salários de novembro do ano passado-- ou 180% sobre março deste ano. Heiguiberto Navarro, coordenador do departamento lembrou que perto de 70% dos trabalhadores obtiveram, na prática, reajustes acima do índice, em negociações por empresas. O piso salarial da categoria passa a ser de Cr$25 mil para empresas com mais de 700 empregados (Cr$20 mil, para pequenas e micros). Os metalúrgicos da CUT negociaram o reajuste fora da data-base, que é 1o. de abril, e devem voltar a negociar em fevereiro. Até lá, grande parte das empresas se comprometeu a repor parcialmente a inflação. É o caso da AUTOLATINA, que até janeiro deve corrigir os salários em 49,5% de forma parcelada, da Mercedes-Benz, que previu correção de 52% pelo mesmo sistema de parcelamento, da Toyota (51,63%) e da Scania (49,6%) (O ESP).