A PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 1989 divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registra que o analfabetismo no Brasil atinge 24,4 milhões de pessoas, entre 121,1 milhões de brasileiros com sete anos ou mais. De 1989 para o ano passado, a taxa ficou praticamente estável, passando de 20,5% para 20,1%: mas em relação a 1981, a queda é considerada relevante-- naquele ano, a proporção era de 25%. Esta redução nos anos 80 foi mais acentuada na área rural, que saiu de 44%, tendo hoje ainda 38% de analfabetos; na área urbana, passou de 18% para 14%. E o nordeste continua mantendo as maiores taxas de analfabetismo do país: 39% da população, sendo que deste total 27,5% estão situados na zona urbana e 56% na zona rural. No sul, a taxa de analfabetismo está em 11%; no sudeste, em 12%; e no centro-oeste, em 18%. Quanto à habitação, em 1989 o Brasil tinha 34,4 milhões de domicílios, dos quais 74% concentrados na área urbana. As casas compõem 83% do total das moradias, mas a proporção de apartamentos, de 1981 até o ano passado, cresceu de 7% para 10%. Dos 66% dos domicílios próprios, 59% já estão pagos e 7% estão em fase de aquisição. A maior parte das moradias pagas estão no norte urbano e no nordeste (67%) (O Globo).