A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, vai definir hoje uma posição bem mais flexível para ser apresentada na nova rodada de negociações com os bancos credores, que começará esta semana em Nova Iorque (EUA). Apesar do sigilo em torno das hipóteses de suavização da posição brasileira, funcionários do Ministério da Economia não descartam a possibilidade de que parte das reservas internacionais seja utilizada ainda este ano para pagamento de juros atrasados. Os banqueiros têm insistido em que o Brasil deve usar suas reservas, calculadas hoje em US$8,6 bilhões, para saldar o pagamento de pelo menos um terço dos juros atrasados (cerca de US$8,5 bilhões). O governo garante, porém, que qualquer pagamento dependerá da aceitação pelos banqueiros da proposta de pagamento da dívida em 45 anos (JB).