SARGENTO DIZ TER SIDO TORTURADO NA PRESENÇA DE TUMA

O sargento reformado da Aeronáutica Gilberto Castilho, 51 anos, disse anteontem em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de São Paulo, instalada para apurar a descoberta de ossadas no cemitério de Perus, que foi preso e torturado no DOI-CODI, em 1972, e que o delagado Romeu Tuma, então do Departamento de Ordem e Política Social (DOPS), teria presenciado sessões de tortura a que fora submetido. Tuma, segundo o sargento, teria lhe "batido com um cinzeiro", no quarto dia de sua chegada ao DOI-CODI, em abril de 72. Castilho acusou também de envolvimento o ex-secretário dos Negócios Jurídicos de São Paulo (Jânio Quadros), Claudio Lembo; o ex-secretário de Transportes da Prefeitura, também na gestão de Jânio, coronel Francisco Coutinho; e o juiz de futebol Dulcídio Wanderlei Boschila (FSP).