Os 12 Estados membros da Comunidade Econômica Européia (CEE) chegaram a um acordo ontem sobre a proposta de compromisso para reduzir os subsídios agrícolas. Os ministros do Comércio e da Agricultura da CEE mantiveram o plano original da Comissão Européia-- que previa cortes de 30% nos subsídios agrícolas em dez anos--, mas acrescentaram alguns esclarecimentos destinados a limitar o impacto sobre os pequenos produtores e impedir uma onda de importações mais baratas. O acordo mantém vivas as esperanças de que a Rodada Uruguai de
33852 conversações comerciais-- patrocinadas pelo Acordo Geral de Tarifas e
33852 Comércio (GATT)-- possa ainda encerrar-se com sucesso. Mas irritará os
33852 EUA e outros participantes-- como o Grupo Cairms, do qual faz parte o
33852 Brasil--, porque o pacote original de Bruxelas foi significativamente
33852 modificado para pior. O acordo de compromisso foi concluído depois que os ministros encontraram uma forma verbal para afastar os temores da França de que os princípios fundamentais da Política Agrícola Comum (CAP) seriam violados. As conversações multilaterais envolvem de 100 países e têm o objetivo de liberalizar o comércio numa ampla faixa de setores, desde a atividade bancária e os serviços até os têxteis e a agricultura. Mas a reforma agrícola se tornou uma prioridade desde que os EUA-- que querem um corte de 75% nos subsídios internos e de 90% nos subsídios de exportações (GM).