GRUPO "TORTURA NUNCA MAIS" DENUNCIA MÉDICOS LEGISTAS

O Grupo "Tortura Nunca Mais" do Rio de Janeiro entrega hoje ao Conselho Regional de Medicina de São Paulo uma lista com o nome de 66 médicos legistas que teriam assinado laudos com versões oficiais para a morte de presos políticos, muitos deles assassinados após tortura. O objetivo do Grupo, segundo o vice-presidente da entidade, João Luís de Moraes, não é apenas o de denunciar nomes de pessoas envolvidas com o Regime Militar, mas principalmente o de reconstituir a história da clandestinidade oficial, João Luís é o pai de Sônia Maria de Moraes Angel Jones, que, antes de morrer baleada, foi violentada com um cassetete e teve seus seios arrancados. No laudo assinado pelo legista Harry Shibata consta que Sônia teria morrido por ferimento de bala (O Globo) (JB).