Os empresários que acreditaram no discurso do presidente Fernando Collor
33827 de Mello caíram numa cilada, disse o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Mário Amato. "O Plano Collor não deu certo e o governo, sem alternativa, recorreu à política monetária apertada para baixar a inflação e evitar o estoque especulativo", disse Amato, afirmando que a ciranda financeira retornou com maior intensidade que no período de inflação elevada e Inviabilizou a atividade produtiva". O presidente da FIESP se referia à afirmação da ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, de que a classe empresarial critica o governo por estar habituada a obter lucros no mercado financeiro e não se dispor a adaptar-se à nova ordem econômica. Para o presidente da FIESP, com os rendimentos proporcionados pelo mercado financeiro, nenhum empresário está investindo na produção. "Nesse momento, o melhor mesmo é colocar o dinheiro para render na ciranda financeira, que jamais foi tão atraente. Nada rende hoje mais do que isso". Segundo Amato, as empresas que estão descapitalizadas são as que mais se ressentem com essa situação e acabam pressionando a inflação: Sem capital de giro, essas empresas produzem menos e cabam tentando manter
33827 resultados com elevação de preços. Para ele, as críticas que líderes empresariais têm dirigido à equipe econômica do governo têm como objetivo influenciar as decisões. "Queremos ser ouvidos, não confrontar o governo" (JC) (FSP) (O ESP).