O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro denuncia a perseguição e o afastamento do funcionário do Banco do Brasil, Iranilson Luís Brasil Dias, também delegado sindical e integrante da executiva nacional dos trabalhadores do banco, determinado pela direção sob acusação de ter fornecido, à diretoria da entidade classista, documentos comprovando os vencimentos mensais da primeira-dama do país, Rosane Collor. O presidente do sindicato, Cyro Garcia, disse que Iranilson Dias foi afastado para responder a inquérito judicial trabalhista, que pretende apurar se ele foi responsável pela entrega dos documentos divulgados pelo Sindicato dos Bancários. Cyro Garcia explicou que em julho deste ano o sindicato fez uma ampla campanha de divulgação do salário da primeira-dama do país, considerado pelos trabalhadores do setor um salário de "marajá" (Cr$1.145.988,83). O dirigente afirma, no entanto, que os contracheques de Rosane Collor chegaram no sindicato através de uma carta anônima (O Dia).