O desemprego no país diminuiu em setembro. A taxa de desemprego aberto das seis principais regiões metropolitanas do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife), em setembro, foi de 4,25%, inferior aos 4,50 de agosto, mas ainda maior que os 3,33% apurados em setembro de 1989, segundo informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse aumento resulta do ffato de 213.023 trabalhadores terem ficados em emprego entre setembro do ano passado e igual mês de 1990. O número de desocupados atingiu 767.224, contra uma população economicamente ativa (PEA) de 18.061.311. A comparação entre esses dois números dá a taxa de desemprego aberto. Nos 12 últimos meses, enquanto a PEA cresceu 4,98%, a população desocupada aumentou 38,43%. O número de trabalhadores ocupados atingiu em setembro último 17.294.086, dos quais 47,74% concentram-se no setor de Serviços, 23,67% na Indústria de Transformação, 14,39% no comércio, 7,33% na construção civil e 6,87% em outras atividades. De setembro de 1989 a igual mês deste ano, caiu em 143.028 o número de empregados com carteira assinada, aumentou em 412.911 o de não- registrados, cresceu em 297.773 o de autônomos, e em 71.327 o dos empregadores. Os rendimentos médios reais no mês de agosto em relação a fevereiro último, dos trabalhadores com carteira assinada, apresentam, segundo o IBGE, quedas acima de 20%: Recife (28%), Salvador (26%), Rio de Janeiro (26%), São Paulo (22%), Porto Alegre (20%) e Belo Horizonte (19%). Em agosto, o rendimento médio real dos empregados sem carteira assinada, com exceção de Belo Horizonte (alta de 2%), caiu em todas as regiões, com destaque para o Rio de Janeiro (10%). O dos autônomos diminuiu em todas as regiões, destacando-se Salvador (25%) e Porto Alegre (11%). O dos empregadores só não caiu em Porto Alegre, onde teve uma alta de 4%. A maior queda ocorreu em Recife (36%) (FSP).