O governo brasileiro não aceitará negociar acordos sobre o comércio internacional de serviços e tecnologia e tarifas, se os países ricos não reduzirem os subsídios que concedem à agricultura. Esta foi a orientação transmitida pelo presidente Collor ao ministro Antônio Cabrera, que segue hoje para Genebra chefiando a delegação brasileira nas negociações da Rodada do Uruguai do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT). O Brasil integra o grupo Cairms, formado por 13 países em desenvolvimento, que ameaça abandonar as negociações do GATT-- órgão que regulamenta todo o comércio internacional-- se os países desenvolvidos, notadamente os da Comunidade Econômica Européia (CEE), continuarem a exportar produtos agrícolas a preços artificialmente baixos, graças aos elevados subsídios concedidos pelos seus governos (O Globo).