O Tesouro Nacional apresentou em outubro o menor superávit em suas contas resgistrado após o Plano Collor: Cr$4,24 bilhões, contra Cr$16 bilhões em setembro, número que vinha sendo mantido nos últimos quatro meses. De janeiro até outubro o superávit nas contas públicas está acumulado em Cr$125,1 bilhões. "Apesar do baixo superávit, o resultado pode ser considerado excepcional", disse Geraldo Gadernalli, secretário da Fazenda Nacional. Segundo ele, a diminuição do superávit mensal deve-se a uma série de pagamentos que o Tesouro foi obrigado a fazer, como os desembolsos para o abono do PASEP e a liberação dos Cr$20 bilhões para socorro aos bancos estaduais do Rio Grande do Norte, Piauí e Paraíba, além da Caixa Econômica de Goiás, que foram liquidados em setembro. O superávit só não foi menor porque a receita foi positiva: Cr$413 bilhões foram arrecadados em outubro, resultado 9,7% maior que o de setembro, descontada a inflação. Na prática, a arrecadação de outubro ficou Cr$82 bilhões acima da de setembro (JB).