QUÍMICOS TERÃO REAJUSTE DE 160%

Os trabalhadores nas indústrias químicas de São Paulo e interior paulista com data-base em novembro terão um reajuste de 160% sobre os salários de março. Descontando as antecipações concedidas pelas empresas após o Plano Collor-- que giram em torno de 80%--, a categoria receberá um reajuste de 44%. Já os químicos com data-base em dezembro terão um reajuste de 170,3% sobre os salários de março. Esta foi a proposta apresentada ontem pelo Grupo 10 da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) à Federação dos Químicos de São Paulo-- entidade ligada a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT-- e ao Departamento dos Químicos da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que negociam separadamente. O índice de reajuste não agradou aos sindicalistas ligados à CGT e nem aos da CUT, que saíram ontem da última rodada de negociações decididos a levar a proposta de greve geral da categoria às assembléias que ocorrerão na próxima semana. Os sindicatos da CUT, que farão assembléia no dia 5, já têm data de greve marcada para o dia 6. A Federação dos Químicos reivindica a reposição das perdas salariais de novembro do ano passado a outubro deste ano sem apresentar um número específico. Já o Departamento da CUT reivindicou uma reposição de 350%-- referente às perdas salariais deste período (GM).