A rentabilidade de 26,55%, nominais-- 10,32% em termos reais--, obtida pelo dólar no câmbio paralelo possibilitou ao ativo destacar-se entre as demais aplicações de risco. O dólar encerrou outubro com cotação de Cr$112 para venda, tendo ultrapassado, no mês, fortes resistências que se localizavam em Cr$100 e Cr$110. As aplicações em ouro apresentaram a segunda melhor lucratividade, com 17,71%. O último dia do mês foi de alta nos juros do "overnight" e do curto prazo. As taxas do "over", embora não tenham subido tanto quanto era esperado, estabilizaram-se em 19,94% ao mês, com uma elevação de 2,5%, como resultado do leilão de LTNs liquidado ontem. A oferta de rentabilidade dos títulos privados (CDBs), de 30 dias de prazo, teve que ser elevada para garantir o interesse dos aplicadores. Os bancos passaram a remunerar os grandes lotes de recursos a taxas de 880% ao ano, compatíveis com um "over" de 28,8% ao mês, quando trabalhavam no dia anterior com 28,3% ao mês. O custo de captação mais alto elevou as taxas de financiamento no capital de giro por 30 dias, que ficaram em torno de 1.300% ao ano, numa alta de 150 pontos percentuais. No "hot money" (curtíssimo prazo), os juros ficaram em média a 24% ao mês e o desconto de duplicatas variou entre 19,35% e 19,80% ao mês (JC).