O presidente da PETROBRÁS, Eduardo Teixeira, entregou ontem ao presidente Fernando Collor um relatório segundo o qual a proposta de financiamento feita à PETROBRÁS Distribuidora S.A (BR) pelo grupo Canhedo, controlador da VASP, era inaceitável, mas não deve levar ao rompimento das relações comerciais bilaterais. O documento não faz qualquer menção à suposta intermediação em favor da VASP por parte do secretário-geral da Presidência da República, Marcos Coimbra, ou do empresário Paulo César Farias, o "PC", amigo de Collor, denunciado pelo ex-presidente da PETROBRÁS, Luís Octávio da Motta Veiga. Eduardo Teixeira disse que ainda ontem foram retomadas as negociações entre a VASP e a BR. A VASP, segundo ele, consome mensalmente US$5 milhões (Cr$535 milhões pelo câmbio comercial) em combustível e o rompimento das negociações "de maneira tempestuosa não é positivo para a BR, especialmente num mercado competitivo" (JC).