O novo chefe de gabinete da ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, economista Luiz Fernando Wellisch-- que substitui no cargo Sérgio Nascimento, ligado ao empresário Paulo César Farias-- é um dos principais acusados no escândalo suscitado pela venda do Banco Agrimisa S.A., que pertencia ao governo do Estado de Minas Gerais, a empresa baiana Biribeira, de propriedade do deputado Joaci Goes (PSDB-BA). A denúncia é do deputado Carlos Cotta (PSDB-MG), autor da ação popular que tramita na vara de Fazenda e autarquias de Belo Horizonte-- segundo a qual o Estado teria tido prejuízo de NCz$619 milhões com a operação. A história da venda do Agrimisa teria sido um empecilho à entrada de Wellisch no governo em março deste ano, quando seu nome foi cotado para para a Secretaria para Secretaria da Receita Federal, cargo afinal acumulado pelo delegado Romeu Tuma. Na época, como terceiro-secretário da mesa da Câmara, o deputado Carlos Motta enviou ofícios protestando contra a possível nomeação e revelando a participação de Wellisch no caso a vários autoridades, inclusive a ministra da Economia Zélia, Tuma, o secretário-geral da Presidência, Marcos Coimbra, os líderes do governo no Senado e na Câmara, e o presidente do Tribunal de Contas da União. Procurado pela Agência Estado, Wellisch limitou-se a dizer que o ministério vai se pronunciar sobre o assunto (JC).