As empresas serão as principais beneficiadas, a partir de 1991, com as verbas da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), que passarão de US$60 milhões para US$292 milhões. Este ano, do orçamento geral da entidade, US$50,7 milhões destinaram-se, a fundo perdido, às universidades e centros de pesquisa, para desenvolvimento de pesquisa básica. Somente cerca de US$10 milhões foram repassados à capacitação tecnológica em empresas. Em 1991, o quadro vai se inverter e privilegiar a pesquisa aplicada. Da verba total que receberá o superaumento, serão destinados US$220 milhões (equivalentes a cerca de 70%) ao Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico das Empresas Nacionais (Adten) e ao Apoio aos Usuários de Serviços de Consultoria (Ausc). As empresas, de acordo com sua demanda, é que requisitarão aos centros de pesquisa os projetos que desejam desenvolver. Estas informações foram dadas ontem, no Rio de Janeiro, pelo presidente da FINEP, Evaldo Alves, durante palestra na ESG (Escola Superior de Guerra) (JB).