Usuários de produtos de informática, como a Shell, White Martins e Sul América Seguros, não ficaram satisfeitas com a aprovação pelo CONIN (Conselho Nacional de Informática e Automação), no último dia 24, da lista de equipamentos que precisarão de anuência prévia para importação e fabricação no país até 1992. As queixas mais comuns se relacionam ao alto preço que terão que pagar pelos produtos nacionais mantidos na lista, como fac-símile, microcomputadores e controladores lógivos de programação, usados na automação de indústrias. O vice-presidente da Shell, Omar Carneiro da Cunha, acredita que a lista não alterou significativamente as proibições já existentes, e considerou um absurdo a manutenção do fax na relação do CONIN. Opinião semelhante é a do presidente-executivo da Sul América Seguros, Rony Lirio. Segundo ele, não há razão para impedir a abertura do mercado à importação de fax ou até de microcomputadores de pequeno porte. O presidente da White Martins, Félix de Bulhões, também criticou a inclusão do fac-símile, impressoras e equipamentos para automação industrial na lista do CONIN. Ele disse que "esperava uma abertura mais ampla do mercado de informática" (O Globo).