O juiz de Menores Celmilo Gusmão, da comarca de Moreno (PE), encaminhou ontem ao presidente Fernando Collor um projeto que coíbe o tráfico internacional de crianças. Para isso, ele sugere uma maior participação dos tribunais estrangeiros de menores e a eliminação de intermediários, inclusive advogados, nos processos de adoção. No projeto, Gusmão recomenda como primeiro passo para o processo de adoção a emissão de um parecer-- em envelope lacrado-- do tribunal de menores do país de origem sobre a capacidade do casal estrangeiro para guarda de uma criança ou adolescente. O juiz Celmilo Gusmão ficou conhecido por participar de várias adoções intermediadas por uma associação de origem italiana, acusada de tráfico de crianças nordestinas (JB).