O governo adiou mais uma vez a solução sobre o uso dos recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para aquisição da casa própria, quitação do saldo devedor do financiamento habitacional e abatimento das prestações por parte do trabalhador. Na reunião do Conselho Curador realizada ontem, em Brasília, o governo assumiu, pela primeira vez, que os recursos do FGTS, depositados até 15 de março deste ano, estão em cruzados novos, mesmo não tendo sido recolhidos à ordem do Banco Central e rendendo apenas 3% de juros reais ao ano-- os demais recursos retidos no BC rendem 6% ao ano. Ao rejeitar o voto da Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito) para o desbloqueio total dos recursosdo fundo, o BC prometeu, para a próxima semana, encontrar uma solução para que as possibilidades de utilização do fundo para a casa própria voltem a ser acessíveis ao trabalhador, mediante transferência de titularidade. Os representantes dos trabalhadores no Conselho Curador do FGTS anunciaram que vão entrar na Justiça cobrando duas coisas: a conversão de todo o saldo do FGTS de cruzados novos para cruzeiros e a remuneração dos depósitos do fundo com juros de 6% ao ano. A decisão foi comunidada pelo representante da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Douglas Braga (JB) (FSP).