Os governos do Brasil e dos EUA chegaram ontem a uma estratégia comum em relação à questão agrícola da Rodada Uruguai do GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio). Segundo o secretário norte-americano de Agricultura, Clayton Yeutter-- que se reuniu ontem, em Brasília, com a ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello--, os dois países vão pressionar a CEE (Comunidade Econômica Européia) a flexibilizar sua posição nestas semanas decisivas até o término da Rodada, previsto para o início de dezembro. Com essa finalidade, estará indo para Genebra (Suíça) na próxima semana o ministro da Agricultura, Antônio Cabrera, que participará da reunião do Grupo de Cairns (países exportadores agrícolas do qual o Brasil é membro) e das negociações no grupo de agricultura. Zélia anunciou que o Brasil "não está disposto a separara agricultura dos demais temas" e salientou que qualquer flexibilização na posição brasileira dependerá de um acordo sobre redução dos subsídios às exportações agrícolas que afetam o país. A representante do comércio dos EUA, Carla Hills, criticou a representação brasileira no GATT, afirmando que os diplomatas brasileiros envolvidos nas negociações da Rodada Uruguai "não seguem a abertura comercial do Palácio do Planalto" (GM) (O ESP).