O compromisso de devolver aos investidores brasileiros os cruzados novos retidos pelo Plano Collor levou o governo a limitar em 1991 os pagamentos da dívida externa a US$5,1 bilhões, segundo afirmaram ontem o embaixador especial para assuntos da dívida, Jório Dauster, e o secretário de Política Econômica, Antônio Kandir. Dauster disse que o governo "tem que preparar a política monetária para essa injeção de recursos, senão eu e você não vamos receber esses cruzados". A prioridade absoluta em 1991 e 1992, acrescentou Dauster, é a dívida interna. Por isso, disse, o governo estabeleceu níveis mais reduzidos de pagamentos aos credores externos nos próximos dois anos (FSP).