Os portuários de Santos (SP) decidiram ontem, em assembléia, manter a greve iniciada há 16 dias, apesar de o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) ter julgado o movimento "abusivo". A CODESP (Companhia Docas do Estado de São Paulo) estima em Cr$1,12 bilhão os prejuízos com a paralisação. O comando de greve informou que os portuários vão recorrer da multa de Cr$357.159,00 imposta pelo TRT aos sindicatos por dia de paralisação. O comando anunciou também que os presidentes da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Jair Meneghelli, e da CGT (Central Geral dos Trabalhadores), Joaquim dos Santos Andrade, comunicaram ao ministro do Trabalho e Previdência Social, Antônio Rogério Magri, que as centrais sindicais que dirigem não se sentarão à mesa para discutir o pacto social proposto pelo governo, enquanto não for resolvida a greve dos portuários de Santos, com uma saída satisfatória para os trabalhadores (FSP) (O ESP).