O governo brasileiro propôs pagar a todos os seus credores externos, no próximo ano, US$5,1 bilhões com recursos próprios. Essa quantia inclui pagamentos a bancos privados, FMI, BIRD, entre outros credores. Sem nenhuma alteração nas condições de pagamento atuais, o país teria que pagar em 1991 cerca de US$15 bilhões, além dos mais de US$8 bilhões em atraso. A informação é do secretário especial de Política Econômica do Ministério da Economia, Antônio Kandir. Segundo ele, o país não pode tirar mais do que US$5,1 bilhões de suas reservas internacionais em 91, para não comprometer o combate à inflação. O presidente do Banco Central, Ibrahim Eris, voltou ontem para o Brasil com a expectativa de receber apoio dos representantes do governo norte- americano e organismos internacionais com os quais se encontrou nos últimos dias, em Washington e Nova Iorque. Mas, segundo disse, não recebeu nenhum indicativo concreto de que vá ter esse apoio. Em todos os encontros, ele disse ter reafirmado que o país está aberto a uma contraproposta. Disse que o Brasil pode comprar títulos do governo norte- americano que serviriam de garantia aos bônus que o país ofereceu em troca dos juros atrasados (FSP).