O CONIN (Conselho Nacional de Informática) decidiu ontem, em Brasília, excluir a fibra óptica da reserva de mercado da informática, juntamente com outros 250 produtos, a partir de janeiro de 1991. Os produtos liberados do controle governamental representam 20% do mercado de informática, que movimenta anualmente US$6 bilhões. A reserva de mercado até outubro de 1992 ficará restrita a 47 produtos, que representam 80% do mercado nacional. Entre os produtos mantidos sob a reserva estão todos os microcomputadores e a maioria dos periféricos, fac-símile, aparelhos para automação bancária e para uso em automóveis e equipamentos para comunicações, além dos teclados de computador. Serão liberados do controle além da fibra óptica, terminal de telex, central telefônica e telex do tipo "CPA", robô industrial e alguns aparelhos para automóveis. O CONIN aprovou sugestões para alíquotas de Imposto de Importação, a serem aplicadas aos produtos liberados da reserva. A proposta é que os produtos acabados tenham uma tarifa de 65% no próximo ano, a ser reduzida gradativamente até 40% em 1994. Os insumos usados na fabricação dos equipamentos seriam taxados em 50% em 1991, caindo para 30% ao final de quatro anos (FSP) (GM).